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Freguesia de Azinheira de Barros e São Mamede de Sádão

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Localização e características

Com uma área aproximada de 172,5 km2, a freguesia de Azinheira de Barros é o resultado da junção da freguesia do mesmo nome com S. Mamede de Sadão, e daí surgirem, por vezes, os dois nomes associados. Situada no extremo sudeste do Concelho, está limitada a norte pela freguesia do Torrão, a norte e oeste pela de Grândola, a sul pela da Abela, a este pela de Santa Margarida do Sado, e a sul e este pela de Ermidas do Sado.

Localizada na peneplanície que se estende a este da serra de Grândola e na bacia do Sado, a sua paisagem, de relevos suaves, é atravessada pelos rios Sado, Davino e Corona. Em termos geológicos, tem uma zona que se enquadra na faixa piritosa do Alentejo, enquanto a outra se enquadra nas formações terciárias da bacia do Sado, constituídas por areias e argilas do Plioceno.

Embora fosse utilizado, durante séculos, como espaço de cultura cerealífera, o seu solo é pobre, e está mais vocacionado para a silvicultura e a criação de gado. O seu revestimento florestal é, essencialmente, constituído por sobreiros e azinheiras, embora a norte possua manchas de pinhal.

Dotada de boas vias de comunicação, é atravessada pelas estrada e auto-estrada Lisboa–Algarve, estrada Grândola–Beja, e pela linha do caminho-de-ferro do Vale do Sado.

A sua população, predominantemente idosa, ronda os 704 habitantes (censos de 2011), e as suas principais actividades económicas são a criação de gado, a silvicultura, o turismo e o artesanato.

Breve resenha histórica

A freguesia dos Bayrros, que antecedeu a de Azinheira de Barros, foi criada por volta de 1545, na sequência da atribuição da Carta de Vila a Grândola, em simultâneo com as de Grândola e Santa Margarida da Serra. No entanto, é de referir que a maior parte do seu território integrou a comenda de Grândola, desde a criação desta, por volta de 1380.

A presença humana no espaço desta Freguesia remonta à Pré-História, e nela têm sido encontrados vestígios dos períodos Neolítico, Calcolítico e Romano.

Após a Reconquista, este espaço foi dos primeiros do (actual) concelho de Grândola a ser povoado, e há notícia da existência de população permanente no lugar de Anisa, pelo menos desde o século XIV. Outro lugar povoado na Idade Média foi a zona do Viso, onde, na segunda metade do século XV, foi construída uma ermida de invocação a Santa Maria do Viso.

No que se refere à sede da futura freguesia (os Bayrros) a primeira notícia sobre ela é a que consta no relatório da visitação do Mestre de Santiago D. Jorge, de 1513. Nessa data, era um pequeno povoado, que talvez não tivesse mais de 80 habitantes (20 fogos) e uma ermida recém construída e em fase de conclusão.

Após tornar-se freguesia, a sua população foi progressivamente aumentando, com pequenos retrocessos. Por exemplo em 1554 tinha cerca de 240 pessoas (60 fogos); em 1747, cerca de 940 (235 fogos); em 1864, cerca de 1066 e, em 1911, cerca de 1739.

Na sequência de uma reorganização administrativa do território, em 1855, a freguesia de S. Mamede de Sadão (criada no século XVI e que pertencia a Alcácer do Sal) foi agregada à de Azinheira de Barros.

Na sequência desta agregação e, principalmente, com o fomento da cultura cerealífera e da exploração mineira (no Lousal) a população continuou a aumentar. Assim, em 1930 foram recenseados 2806 habitantes, em 1940 o número subiu para 3445 e, em 1950, atingiu a cota máxima de 4215.

Com as alterações económicas e sociais que se registaram a partir dos anos 60, nomeadamente com a crise da exploração mineira do Lousal, a população sofreu um forte decréscimo e, entre 1960 e 1970, perdeu cerca de 1724 pessoas. E depois disso continuou a perdê-la, pois das 1665 recenseadas em 1981, passados dez anos, apenas restavam 1141.

No âmbito da sua História, é ainda de referir que esta Freguesia, teve feira anual, médico e posto médico, companhia de Ordenanças, juiz da vintena, Posto de Registo Civil e confrarias (adstritas às igrejas paroquial e de S. Mamede de Sadão). Possui escola primária (nas décadas de 30/40 e 50 chegou a dispor de sete) Posto da G. N. R., Casa do Povo (instituída em 1945) Centro de Dia (criado em 1990) uma associação designada por Barrense Atlético Clube (fundada em 1946) a Colectividade Sócio-Cultural Barrense (criada em 1998) e a Associação de Solidariedade Social dos Reformados, Pensionistas e Idosos de Minas do Lousal (fundada em 1989).

Património

Devido às vicissitudes da sua história, o território desta freguesia é relativamente rico em matéria de vestígios arqueológicos e de património edificado. De um conjunto seguramente mais amplo, são de destacar: o complexo mineiro do Lousal (transformado em museu); a aldeia de Azinheira de Barros; os monumentos megalíticos da Pata do Cavalo e do Lousal; a igreja de Santa Maria do Viso e as ruínas da igreja de S. Mamede do Sádão.